3 de ago. de 2009

Carta ao meu Pai

Carta ao meu Pai

Fiquei alguns minutos olhando pra tela sem saber o que realmente gostaria de escrever. As imagens que vem na minha cabeça são antigas. Ele entrando pela porta da sala com seu terno bege e com a mão dentro do bolso e dizendo: quem quer? Quem quer? Tirava do bolso 1 saquinho de papel cheio de balas de coco. Eu nunca mais vi essas balas para comprar. Doce...um mel lembro ainda do sabor e do papel transparente que as evolvia
Dava um beijo em cada filha e depois na minha mãe.
Ia pra cozinha jantava contando como tinha sido seu dia....
Nossa faz tanto tempo.O tempo passou muito depressa. Não curti tudo que tínhamos pra curtir ao seu lado.
Aos 56 anos desencarnou, tendo sofrido muito antes disso. Mas uma coisa eu me lembro bem dele ter me ensinado, a ser honesta ter dignidade ser humilde.
Uma frase do Dr. Jayro:Seja humilde sempre, humilhado jamais.
Tranquilo... essa era a marca registrada dele, (a minha não rsrsrs).
Chamava minha filha de bonequinha do vô,e o meninão do vô (meu filho).
As vezes me pego pensando como seria hoje se ele visse os 2 netos trabalhando, estudando, se formando, morando sozinho em outro país, outra neta vivendo no Alaska, uma filha divorciada com um filho com o mesmo nome Jayro Felipe. Mas chegou a hora dele, costumo dizer:Ele era tão bonzinho que Deus precisava dele lá em cima.
De uma coisa eu tenho certeza de onde ele esta olha tudo e se diverte, se preocupa, se chateia.
É...pai o senhor esta muito presente nas nossas vidas, e assim vai ser até nos reencontrarmos novamente. Te amo, até qualquer hora.

Um comentário:

Aline disse...

Ahhh que bonito... você como sempre arrasando nos posts...
Que saudades do vô... penso sempre nele, sabia?
Beijos